Entenda a Cloud Computing, a computação que levará todos às nuvens

Matéria foi reproduzida na íntegra do site Geek.com.br.

Por Daniel Pavani

A Cloud Computing, ou Computação em Nuvem, é algo que está se tornando cada vez mais falado e que cada vez mais gente está usando. Mas, realmente, o que é este tipo de computação que promete alterar totalmente a forma como trabalhamos no computador e na internet? Nossos dados estarão seguros nesta nuvem? Existe algum perigo de que percamos nossas informações e arquivos? Quais as vantagens e desvantagens de se trabalhar dessa forma? Muitas são as perguntas, mas a respostas vão surgindo com o tempo e algumas já até mesmo existem.

A ideia por trás da Cloud Computing é fazer com que o processamento de dados e informações seja feito em uma rede e não em um computador local. Em outras palavras, quando se utiliza o serviço da nuvem, quem “trabalha” no processamento dos dados são os softwares e hardwares da rede em questão e não o computador do usuário, que necessita apenas de um navegador ou de aplicativos que trabalhem como clientes.

Um excelente exemplo do poder da nuvem é o Google Maps. Se os computadores dos usuários fossem fazer todos os cálculos e processamentos para o gerenciamento dos mapas e rotas que podem ser feitas no site da Google, isso levaria um tempo imenso, além de utilizar praticamente toda a memória e capacidade de processamento do computador. Entretanto, o serviço pesado é feito pelos computadores da gigante das buscas, que entregam o conteúdo ao usuário “já mastigado”, ou seja, apenas o que usuário realmente precisa ou quer.


Com os dados “salvos” na nuvem, os usuários podem acessá-los por meio de inúmeras plataformas diferentes. Crédito: Digitizor.com.

Ao utilizar um processador de texto online, por exemplo, é a mesma coisa. Quem processa o texto, a informação de entrada e de saída são os computadores do servidor e não do usuário. Outra facilidade, para estes casos, é que os documentos são salvos automaticamente (e a intervalos de segundos), dando uma segurança ainda maior aos usuários.

Bernard Golden, chefe-executivo da HyperStratus (hyperstratus.com), e autor do livro Virtualization for Dummies (de 2008, ainda não editado no Brasil), acredita que “a nuvem já é uma realidade com alto grau de adoção, tanto por setores privados quanto públicos”. Ele afirma que países em desenvolvimento como o Brasil terão grande aceitação e uso da computação em nuvem, visto que as empresas que nascem e se desenvolvem atualmente possuem maior liberdade de escolha entre quais sistemas escolher, seja ele o mais tradicional ou em nuvem. “As companhias [em países em desenvolvimento] não possuem tantos centro de dados instalados, como em países desenvolvidos, assim, estão mais livres para escolher qual caminho seguir”, conclui o executivo.

Exemplos de computação na nuvem

Email
Pode ser até mesmo ingênuo não pensar ou lembrar disso, mas o e-mail foi um dos precursores da Cloud Computing. Basta pensarmos na quantidade de informações que são armazenadas e trocadas via correio eletrônico sem que nenhum dado sequer tenha de ser baixado ou gravado nos computadores, a não ser anexos – claro.

Arquivos
O gerenciamento e manutenção de arquivos na nuvem também passou a ser algo muito importante, senão fundamental, para quem trabalha com grandes quantidades de documentos digitais. Pesquisadores, alunos de pós-graduação ou quaisquer pessoas que trabalhem com uma boa quantidade de planilhas, documentos ou imagens acabaram encontrando na nuvem um excelente local para manter seus documentos atualizados e seguros. Afinal, não são poucas as notícias daqueles que perderam computadores e, junto com eles, seus dados importantes e/ou confidenciais. Exemplos de sites que oferecem este tipo de serviço são o MobileMe, da Apple, o Dropbox e o Google Docs.

Músicas
Ouvir música na internet também já virou um costume – e talvez há mais tempo. Mesmo no Brasil, já é comum quem tenha se acostumado a ouvir as rádios em alguns sites da internet, com músicas que o usuário pode escolher na hora, seja pelo estilo musical ou pelo artista. Há agora também serviços ainda mais específicos, como o Grooveshark ou a Last.fm, em que os usuários criam contas e podem configurar totalmente a sua rádio, desde a escolha de músicas até a sugestão de outros artistas, de acordo com o gosto musical. Vale lembrar também que até mesmo a gigante Google entrou no mercado das músicas na nuvem com o lançamento há algumas semanas do Google Music que, a princípio, estará disponível apenas nos Estados Unidos, mas que deve chegar em breve a outros países.

Documentos e trabalho
Há algum tempo também o trabalho com documentos diretamente na nuvem já ganhou popularidade, principalmente em grupos em que mais de uma pessoa precisa ter acesso ao mesmo documento. Um dos melhores exemplos é o Google Docs, que armazena os documentos e os torna editáveis por quem o proprietário julgar necessário. Trabalhos de escola, faculdade ou mesmo em empresas ficam mais rápidos e fáceis, pois todas as pessoas relacionadas a ele podem acessar o documento e alterá-lo, já que o mesmo está na nuvem.

Notas e produtividade
Atualmente, a utilização de aplicativos de notas também ganhou muita popularidade, principalmente por serem uma boa ferramenta na organização de ideias, projetos, lembretes ou simplesmente informações que gostaríamos de armazenar. Sites como o Evernote possuem aplicativos multiplataforma, tanto para computadores quanto para smartphones.

Web Apps
Trabalhar na nuvem também é possível e isso se dá principalmente devido aos web apps, ou aplicativos de internet. A plataforma mais famosa é o Google Apps, com aplicativos para documentos de texto, planilhas de cálculos, apresentações, leitores de arquivos em PDF, além de outros como agenda e gerenciador de tarefas. É claro que outras grandes empresas também possuem aplicativos que funcionam diretamente na internet, como a Microsoft, com o Office Web Apps, ou mesmo a Apple, que possui um grande catálogo de _web apps_.

Entretanto, com o lançamento da sua loja de aplicativos, a Chrome Web Store, a Google apresenta uma enorma quantidade de aplicativos e jogos cuja plataforma não é mais o sistema operacional do usuário, mas sim o seu navegador Chrome. Sendo assim, diversos “programas” podem ser instalados diretamente no navegador do usuário, sem que faça qualquer diferença o seu computador ou seu sistema operacional. Além disso, por estarem todos conectados à nuvem, sua informações são constantemente atualizadas e sincronizadas sempre que uma alteração é realizada.

A chegada da Google e o Chrome OS

Um grande marco no desenvolvimento da cloud computing é a chegada do novo sistema operacional da Google, o Chorme OS, que é inteiramente baseado na nuvem. Utilizando este novo tipo de SO, o usuário terá uma experiência totalmente diferente, já que salvar e guardar arquivos e documentos em seu “disco rígido” será coisa do passado e tudo será salvo remotamente, ou seja, na nuvem.

Recentemente a gigante das buscas apresentou oficialmente o Chromebook, com dois modelos feitos em parceria com a Acer e a Samsung e que serão os primeiros computadores a rodarem o novo SO. No ano passado a empresa já havia mostrado um pouco de como seriam estes computadore, com o protótipo Cr-48 que já mostrava algumas boas qualidades e vantagens do trabalho e da computação na nuvem.

Sobre o Chrome OS – e os demais sistemas que devem ainda aparecer – Golden acredita que ele terá uma grande quantidade de usuários, mas que terão um papel de “segundo computador”. Ou seja, segundo o executivo, “as pessoas terão aparelhos como o Chromebook em locais em que as principais atividades serão navegar na internet e acessar e-mail, mas, em seus escritórios, terão um computador com um sistema operacional convencional e capaz de realizar as tarefas mais complexas”, conclui Golden.

Veredicto?

É claro que começar a usar os computadores desta nova forma pode ser um pouco complicado para quem está acostumado com pastas, diretórios, arquivos e documentos, e provavelmente algumas atividades ainda necessitarão de sistemas operacionais convencionais. Entretanto, em um mundo cada vez mais móvel e com a internet cada vez mais ao alcance de todos e em todos os lugares, a nuvem acaba se tornando um meio muito interessante de trabalho e acesso a informações.

Computadores, netbooks, smartphones e tablets; a cloud computing está pronta para seja qual for a plataforma, o que permite uma mobilidade sem precedentes para os usuários que, caso desejem, não mais precisarão carregar pen drives e discos de armazenamento, podendo acessar suas informações de qualquer lugar, a qualquer hora, desde que haja uma conexão à internet e uma plataforma de acesso. É claro que problemas ainda existirão, principalmente no que diz respeito à confiança, segurança e estabilidade das conexões à internet.

Sendo assim, veredicto virá com o tempo e com o uso.

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